Greve nas fábricas da GM, Stellantis e Ford, ocasionam demissão em massa!

No final de agosto, o sindicato United Auto Workers (UAW) oficializou uma greve envolvendo os funcionários das Big Three (Três Grandes) montadoras de Detroit, nos Estados Unidos.

Os trabalhadores estão reivindicando melhores salários e condições de trabalho, e após tentativas de negociação, as montadoras decidiram demitir colaboradores que não estavam aderindo à mobilização.

Na última quinta-feira (14), o sindicato se reuniu com as fábricas para discutir um possível acordo, mas a proposta oferecida não atendeu às exigências dos trabalhadores. Diante disso, a UAW optou pela paralisação e cerca de 12.700 funcionários aderiram ao movimento. A reunião ocorreu um dia antes do vencimento do acordo trabalhista vigente.

Greve US.
Essa pode ser uma das maiores greves dos últimos 25 nos EUA. Foto: Paul Sancya/AP

A General Motors (GM) se pronunciou logo após o início da greve. A UAW informou à empresa que os trabalhadores estão em greve na Assembleia de Wentzville, no Missouri, a partir das 23h59. A GM expressou decepção com as ações da liderança do UAW, destacando que havia apresentado uma proposta econômica sem precedentes, incluindo aumentos salariais históricos e compromissos industriais.

A empresa afirmou que continuará negociando de boa-fé com o sindicato para chegar a um acordo o mais rápido possível em benefício dos membros da equipe, clientes, fornecedores e comunidades em todo os EUA. No entanto, a segurança dos funcionários é a prioridade da empresa, conforme comunicado oficial.

Enquanto isso, a Stellantis está focada em manter sua produção com um plano de contingência. A empresa expressou extrema decepção com a recusa da liderança do UAW em se envolver de maneira responsável para chegar a um acordo justo, visando o melhor interesse dos funcionários, suas famílias e os clientes. Portanto, a Stellantis colocou imediatamente a empresa em modo de contingência e tomará todas as decisões e medidas estruturais adequadas para proteger suas operações na América do Norte.

As exigências

O CEO da Ford, Jim Farley, em entrevista à CNN, afirmou que a empresa não tem condições de atender a todas as demandas do sindicato, incluindo um aumento salarial de 40% e uma semana de trabalho de 32 horas e quatro dias. A Ford ofereceu ao UAW um aumento salarial de 20% durante o período do contrato, com um aumento imediato de 10%.

Jim Farley argumenta que um aumento salarial de 40% colocaria a empresa fora do mercado, resultando em uma perda de US$ 15 bilhões. Além disso, seria necessário reduzir o pessoal e fechar fábricas. O CEO ressalta que isso não é sustentável para o negócio.

Os objetivos principais desta greve nos Estados Unidos são melhores salários para os funcionários. Além disso, o sindicato está insistindo na redução da jornada de trabalho de 40 horas para 32 horas semanais (com quatro dias de serviço por semana), revisão do mecanismo das pensões, aumento das férias, entre outras demandas.

Segundo o presidente recém-eleito do UAW, Shawn Fain, as montadoras obtiveram lucros de US$ 250 bilhões nos últimos dez anos nos Estados Unidos, sendo que somente nos primeiros seis meses de 2023, foram registrados US$ 21 bilhões.

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Gabriel May Oechsler
Redator online do portal Agora Motor, tem 21 anos e está sempre antenado no universo automobilístico, gosta de esportes, jogos e notícias automotivas. Iniciou sua jornada no site Agora Motor em 2022, trabalhando com pesquisas extensas e escritas de artigos e notícias sobre carros, motos, etc.
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