Guerra já começa a interferir na produção de carros elétricos

A marca alemã Volkswagen emitiu nota oficial que fecharia temporariamente duas fábricas em Dresden e Zwickau, na Alemanha, devido a interrupções nas entregas de peças ucranianas.

“A rede global de fornecedores do Grupo Volkswagen consiste em mais de 40.000 empresas, que também inclui alguns fornecedores no oeste da Ucrânia. Devido à situação atual na região, a cadeia de fornecimento de chicotes e cabos pode ser interrompida.”

As sanções impostas pela Rússia, que está em guerra contra a Ucrânia, também terão um impacto negativo na fábrica de Kaluga, da Volkswagen, perto da capital Moscou. Eles impedem que as montadoras exportem peças ou veículos produzidos lá.

Quais carros estão com linhas de produção interrompidas?

Os carros descontinuados devido à guerra incluem ID.3 e ID.4. Além desses dois modelos, a fábrica de Zwickau também produz outro modelo da família, o ID.5, bem como o Audi Q4 e-tron e o Audi Q4 e-tron Sportback, com uma produção diária de 1.200 unidades.

Desta forma, outros modelos podem sofrer com a parada da produção. Até o fechamento da notícia apenas a Volkswagen manifestou a paralisação. Se houver novidades de novas marcas interrompendo sua produção, noticiamos aqui no Agora Motor.

Como isso afeta o comércio dos elétricos

Carro elétrico plugado para recarregar a bateria
Guerra já começa a interferir na produção de carros elétricos. Foto: Reprodução

Apesar do primeiro efeito positivo sobre os veículos elétricos, os momentos de conflito têm um segundo efeito, a valorização do dólar. O mercado brasileiro de veículos elétricos é fortemente dependente das importações. 

O equilíbrio é bom para os EVs devido aos altos preços dos combustíveis, mas os próprios EVs são impactados negativamente. Segundo Leonardo Baltieri, cofundador da fintech de comércio exterior Vixtra.

O desenvolvimento de veículos elétricos pode encontrar conflitos no campo dos componentes. Baltieri explicou que a Rússia é um dos maiores fornecedores mundiais de metais e produtos metálicos como paládio, titânio e níquel.

Dados os eventos recentes, é muito cedo para estimar por quanto tempo o mercado deve sentir o impacto, mas espere um impacto de longo prazo, não apenas temporário.

A Rússia é responsável por  50% do fornecimento mundial de paládio, um produto necessário para fazer catalisadores, o titânio está associado à produção de aeronaves e o níquel é usado em baterias de íons de lítio. Como resultado, se a oferta de níquel for limitada, a produção de baterias para veículos elétricos será prejudicada.

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Thiago Klaumann
Administrador de empresas, profissional de marketing e empreendedor na internet. Fã de Fórmula 1, Stock Car, Moto GP e demais categorias de corridas, é apaixonado por automobilismo desde criança. Piloto de kart nas horas vagas, está sempre antenado em todos os lançamentos do mercado. Atualmente dedica-se à redação do portal Agora Motor, publicando artigos, notícias, pesquisas, testes e conteúdo multimídia sobre o universo automobilístico.
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