O SUV da Nissan que pode surpreender o Brasil em 2026
A Nissan está avaliando com seriedade a possibilidade de introduzir no mercado brasileiro, já em 2026, o Rogue Plug-In Hybrid, um SUV que combina o projeto da marca japonesa com soluções estruturais emprestadas diretamente da Mitsubishi. O modelo nasce como uma alternativa rápida para que a Nissan entre de vez no segmento dos híbridos plug-in, aproveitando a plataforma e o conjunto mecânico do Outlander PHEV, hoje um dos PHEVs mais consolidados internacionalmente. Essa estratégia reduz custos, acelera o desenvolvimento e permite que a marca ofereça um utilitário eletrificado antes da chegada do seu sistema próprio E-Power para modelos maiores.
A decisão seria estratégica para reforçar a presença da fabricante no segmento de SUVs médios eletrificados, um nicho em expansão no Brasil. A tendência de eletrificação cresce, mas a busca por opções que combinam autonomia estendida, baixo consumo e motorização híbrida ainda encontra espaço para novos competidores. Esse é o cenário que a Nissan enxerga como ideal para encaixar o Rogue PHEV, oferecendo um produto já testado e reconhecido em outros mercados.
Guia do Conteúdo
Base Mitsubishi
A mecânica é um dos principais destaques do Rogue Plug-In Hybrid. O conjunto utilizado é exatamente o mesmo do Outlander PHEV: um motor a combustão de 2.4 litros, quatro cilindros e 131 cavalos atua como gerador e apoio em acelerações mais intensas. Ele trabalha em parceria com os dois motores elétricos, um dianteiro de 114 cavalos e um traseiro de 134 cavalos. Somados, entregam potência total de 248 cavalos e torque expressivo de 450 Nm, número que garante respostas ágeis mesmo em situações de maior demanda, como ultrapassagens ou uso em estradas íngremes.
A bateria de íons de lítio tem 20 kWh de capacidade, suficiente para oferecer até 61 quilômetros de rodagem puramente elétrica. Esse alcance atende perfis urbanos que realizam deslocamentos diários curtos. Embora o conjunto seja eficiente, o tempo de recarga em carregador Nível 2 é apontado como seu ponto mais sensível. São necessárias aproximadamente 7,5 horas para carregar totalmente, um período maior que o visto em modelos mais modernos que já utilizam soluções mais rápidas e sistemas de arrefecimento avançados.

Desempenho e tração
Além dos números de potência, o Rogue PHEV se beneficia da tração integral Super All-Wheel Control, tecnologia desenvolvida pela Mitsubishi e bastante elogiada por sua precisão. Esse sistema ajusta continuamente o envio de torque entre os eixos, privilegiando estabilidade e firmeza em pisos molhados, terrenos irregulares e até trilhas leves. Ele oferece sete modos de condução, incluindo opções específicas para neve, cascalho e lama, ampliando a versatilidade do SUV em diferentes cenários de uso.
Apesar da boa dinâmica geral, alguns testes internacionais apontam pequenos incômodos, embora não comprometam a dirigibilidade. Um deles é a vibração leve no pedal do acelerador quando o modo E-Step é ativado. Esse recurso permite condução quase exclusivamente com um pedal, semelhante ao one-pedal driving de alguns modelos elétricos, mas exige que o motorista se adapte à sensação diferente de resposta. Outro detalhe mencionado por motoristas é um ruído agudo proveniente do motor elétrico em determinadas situações, algo perceptível em acelerações rápidas.
Estilo e cabine
O visual segue a linha do Outlander, embora a Nissan tenha feito alterações pontuais para diferenciá-lo. Na parte externa, o Rogue PHEV utiliza grade frontal e detalhes com acabamento preto, substituindo os cromados amplamente usados no modelo da Mitsubishi. Essas mudanças conferem ao SUV uma aparência ligeiramente mais discreta e moderna. A carroceria mantém proporções robustas e passa a sensação de veículo bem estruturado, alinhado com a proposta de utilitário familiar com pegada premium.
Dentro da cabine, o parentesco entre Rogue e Outlander fica ainda mais evidente. Diversos botões, teclas e elementos visuais utilizam a mesma fonte e a mesma lógica de distribuição encontrada no Mitsubishi. No entanto, a Nissan inseriu seu próprio sistema de infoentretenimento, ainda baseado na geração anterior, mas com interface mais simples e funcional. Os materiais empregados têm boa qualidade, e a montagem é sólida, embora algumas superfícies utilizem plásticos rígidos que destoam de outras partes mais refinadas.
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Espaço interno
Um dos pontos positivos desse SUV é o aproveitamento do espaço. Na segunda fileira, os passageiros contam com 98 centímetros de área para as pernas, medida superior à média do segmento. Isso torna o Rogue PHEV uma opção interessante para famílias que procuram conforto sem migrar para utilitários de grande porte. A largura interna também permite acomodação tranquila de três ocupantes, desde que dois sejam crianças ou adolescentes.
Outro diferencial relevante é a disponibilidade da terceira fileira de bancos. Embora estreita e indicada para uso esporádico, ela acrescenta versatilidade ao modelo, permitindo transportar até sete pessoas quando necessário. Essa característica é especialmente valorizada em viagens curtas ou situações de emergência, ampliando as possibilidades de uso do SUV híbrido. No porta-malas, o espaço perde alguns litros devido à presença dos componentes elétricos, mas ainda oferece volume suficiente para o uso diário.
Preço e mercado
A Nissan ainda não anunciou o preço do Rogue Plug-In Hybrid, mas há uma referência razoável: o Outlander PHEV, seu modelo-irmão, parte de 42.190 dólares nos Estados Unidos. Considerando a cotação atual de 5,47 reais, esse valor equivale a cerca de 231.700 reais sem incluir impostos, taxas de importação e custos logísticos. No Brasil, modelos híbridos plug-in tendem a chegar com valores mais elevados devido à tributação, mas, para competir, a Nissan precisaria adotar uma estratégia agressiva envolvendo incentivos ou versões mais enxutas.
O segmento de SUVs híbridos plug-in cresce e se diversifica rapidamente. Hoje, marcas como BYD, Mitsubishi, Jeep e Volvo já oferecem soluções consolidadas, algumas com preços competitivos e bom pacote tecnológico. Para se destacar, o Rogue PHEV precisará equilibrar desempenho, autonomia elétrica e preço final, entregando uma proposta sólida para atrair consumidores que não querem depender exclusivamente de gasolina nem migrar totalmente para o elétrico.
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