Prazo de programa de carros populares deve ser de 3 a 4 meses, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na última sexta-feira que os incentivos fiscais para a indústria automobilística serão temporários e terão como objetivo apoiar a transição do setor entre o início da redução das taxas de juros e a recuperação do mercado. O programa deve durar apenas três ou quatro meses e não será uma medida permanente. Haddad explicou que a iniciativa surgiu como resposta à estagnação do mercado de carros e que os detalhes da desoneração dos automóveis serão apresentados na próxima semana.

Em entrevista à Globonews, o ministro afirmou que o programa de carros populares não deve se prolongar por mais de um ano e que a duração ainda está sendo definida. Na quinta-feira, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, havia afirmado que a indústria automotiva desejava que os incentivos durassem pelo menos um ano. Nesse cenário, o programa poderia impulsionar as vendas de automóveis entre 200 mil e 300 mil unidades em um ano.

Prazo de programa de carros populares deve ser de 3 a 4 meses, diz Haddad
Prazo de programa de carros populares deve ser de 3 a 4 meses, diz Haddad

Respondendo às críticas de que a desoneração dos carros não atende aos consumidores de baixa renda, Haddad afirmou que o governo tem tomado medidas em prol de todas as classes sociais, citando como exemplos o reforço do Bolsa Família, o reajuste acima da inflação do salário mínimo e a atualização da tabela do imposto de renda.

Haddad anunciou que sua pasta e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o MDIC, irão calcular até domingo os impactos fiscais da desoneração dos automóveis. É esperado que o programa não chegue a um quarto do impacto fiscal estimado pelo mercado, que é de R$ 8 bilhões. As contas irão levar em consideração a perspectiva de redução das taxas de juros, o que deve tornar desnecessário o estímulo às vendas de carros antes do fim do ano. É importante destacar que o governo está seguindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao fazer as contas sobre o impacto fiscal previsto pelo mercado.

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Maicon Paul
Administrador de empresas, trabalha com internet desde 2010 em diversos projetos online, desde blogs, portais de notícias até e-commerce. Especialista em redação digital, em escreve sobre temas relacionados a marcas e empresas, para esclarecer e ajudar os leitores com informações fidedignas e confiáveis.
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