BYD avança no Brasil: fábrica de VE a caminho e nacionalização entra em nova fase!

Nesta terça-feira (1º), a BYD apresentou os primeiros veículos elétricos e híbridos plug-in produzidos no Brasil. Ainda não se trata da linha de montagem completa, mas sim de unidades dos modelos Dolphin Mini e Song Pro destinadas a testes iniciais. Esse passo marca a fase final de preparação para o início da produção contínua, prevista para começar nas próximas semanas.

Não é SKD completo, mas um teste de montagem inicial

O processo adotado pela BYD até o momento é conhecido como SKD (Semi Knocked Down), no qual os veículos chegam semidesmontados da China. As carrocerias são entregues pintadas e parcialmente montadas, cabendo à fábrica brasileira adicionar componentes finais e realizar testes. Essa estratégia permite iniciar a montagem local com investimentos menores e menor exposição a riscos operacionais.

BYD Dolphin Mini preto em movimento na estrada.
Foto: Divulgação/ BYD.

Por que SKD e não CKD mais completo?

Diferentemente do CKD (Completely Knocked Down), em que o veículo é totalmente desmontado e montado no país de destino, o SKD é menos complexo e mais rápido de implementar. No Brasil, o imposto de importação para modelos SKD é fixado em 18% para elétricos e 20% para híbridos plug-in. No esquema CKD, essa carga tributária cai para 5% e 7%, respectivamente. Apesar do incentivo fiscal, a BYD optou pelo SKD como etapa inicial, com plano claro de evoluir para uma produção mais nacionalizada nos próximos anos.

Quais modelos estão envolvidos nesse projeto inicial?

A fábrica, localizada em Camaçari (BA), já começou a produção experimental dos modelos Dolphin Mini e Song Pro. O Dolphin Mini, lançado há cerca de um ano e meio, lidera as vendas de carros elétricos no Brasil, com mais de 34 mil emplacamentos. Já o Song Pro, híbrido plug-in, atraiu compradores por unir autonomia elétrica satisfatória com preço abaixo de R$ 200 mil. Em breve, o sedã médio King também será integrado ao portfólio nacional, completando a linha de montagem local.

Os bastidores da planta em Camaçari

A fábrica da BYD ocupa um galpão de aproximadamente 150 mil m², equipado para operar tanto no regime SKD quanto para receber instalações de produção completa. Já são R$ 1,5 bilhão investidos em estrutura física, equipamentos e operações. Mais de 800 funcionários já foram contratados e a previsão é ampliar o quadro para até 3 mil colaboradores até o início da produção contínua.

Contratos de metas com governos estadual e federal

A BYD formalizou acordos com os governos da Bahia e Federal, estabelecendo metas progressivas de nacionalização. A partir de 2025, a produção local deve aumentar consideravelmente, com intensificação ao longo de 2026. “Trata-se de um contrato — e contrato não se discute”, destacou Alexandre Baldy, chairman da BYD no Brasil. A empresa está comprometida com esses compromissos, e a transição de SKD para uma produção mais autônoma está no plano de negócios.

O calendário: 12 meses para realizar a transição

O regime SKD terá validade de 12 meses, período em que a BYD deve concluir sua fase inicial de montagem e preparar o terreno para uma fábrica nacionalizada. Durante esse ciclo, a construção de novos galpões e equipamentos está em andamento, buscando elevar a capacidade de produção e inclusão de fornecedores locais.

Fornecedores nacionais: mais de 100 empresas envolvidas

A nacionalização de uma fábrica não se resume apenas à montagem final. Envolve também a origem dos componentes. A BYD já firmou contratos com mais de 100 fornecedores brasileiros — da Bahia e de outras regiões —, visando suprir matérias-primas, peças de motor, carroceria, sistemas eletrônicos, entre outros. O objetivo é superar os mínimos exigidos, transformando o conteúdo nacional em diferencial competitivo.

BYD Song Pro DM-i azul na diagonal.
Foto: Divulgação

O Brasil como polo estratégico de produção

Como destacou Alexandre Baldy, o Brasil possui recursos estratégicos valiosos. A instalação de uma cadeia produtiva local pode abrir espaço para novas oportunidades, tanto no mercado interno quanto para exportação. A intenção é criar um ecossistema industrial em torno dos carros elétricos, que beneficie toda a economia — de fornecedores a trabalhadores.

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O processo de licenciamento nas etapas finais

Durante a apresentação da fase piloto, a BYD reforçou que já obteve todas as licenças operacionais: do Corpo de Bombeiros, licenças ambientais e autorização para iniciar testes operacionais. “A fábrica está pronta, equipada e em fase de testes”, afirmou Baldy. Representantes de órgãos reguladores estão no local acompanhando os processos, o que indica que a montagem em ritmo industrial está prestes a começar.

A expectativa: montagem plena nas próximas semanas

Segundo o executivo da BYD, todo o aparato já está funcionando, e os testes operacionais estão praticamente concluídos. A empresa mantém a expectativa de iniciar a montagem contínua em ritmo comercial dentro de algumas semanas. O compromisso com as metas de nacionalização e o avanço dos testes reforçam a confiança no cronograma.

O que muda para o consumidor?

Para o consumidor, o início da montagem nacional significa redução de custos nos modelos elétricos e híbridos, maior agilidade de atendimento e possíveis melhorias em prazos de entrega. Com o conteúdo local em expansão, a BYD pode competir com mais eficiência em qualidade, preço e inovação — especialmente à medida que avança para a produção integrada com fornecedores nacionais.

Cenário de mercado: veículos elétricos ganhando tração

O mercado brasileiro de veículos elétricos ainda está em fase de crescimento, mas demonstra aceleração. O sucesso do Dolphin Mini, líder em vendas, e do Song Pro elétrico mostra que o consumidor já abraça a ideia de veículos não fósseis. A entrada da produção nacional tende a impulsionar ainda mais essa tendência, ajudando a construir um ambiente favorável à mobilidade elétrica.

Comparativo de preços: importados versus nacionais

Enquanto aprendem a montar localmente, os modelos BYD ainda circulam importados. A produção nacional deve acarretar reduções de custos por conta de tributos menores e logística mais eficiente. Isso permitirá que a marca ofereça produtos mais competitivos em todas as versões — elétricas ou híbridas — com impacto menor no bolso do consumidor.

BYD Dolphin mini branco.
Foto: Divulgação

Um olhar sobre o futuro

A iniciativa da BYD não apenas sinaliza uma nova fase de produção, mas reflete uma estratégia cuidadosa. Começar com SKD diminui o risco inicial; avançar para uma fábrica integrada fortalece a posição da marca no Brasil; e cumprir metas de nacionalização incentiva a economia local.

Essa trajetória revela que a transição para a mobilidade elétrica depende também de capacidade industrial nacional. A BYD se posiciona como protagonista, ligando o futuro da mobilidade com a realidade nacional.

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Um jovem que está iniciando sua vida no mundo automobilístico, carregando uma enorme paixão sobre o assunto. Se formou no Ensino Médio e pretende se ingressar em uma faculdade. Um jovem que nos tempos vagos, se interessa em fazer atividades familiares e passar mais tempo com a família.
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