Vendeu o Carro e Não Transferiu o Documento? Veja os Riscos e o Que Pode Acontecer com Você

A venda de um veículo envolve mais do que apenas um simples acordo entre as partes. Um dos processos essenciais que, muitas vezes, passa despercebido pelos vendedores e compradores, é a transferência do documento do carro. Essa formalidade, caso não seja devidamente realizada, pode resultar em uma série de complicações e custos extras. Mesmo com a venda já concretizada, o não cumprimento dessa etapa pode gerar riscos sérios tanto para o comprador quanto para o vendedor.

Ser vendedor de carros em 2023
Ser vendedor de carros em 2023. Foto: Freepik

Em 2025, por exemplo, uma dúvida comum tem surgido entre os motoristas: o que pode acontecer quando um carro é vendido, mas a transferência do documento não é concluída no tempo determinado? Vamos explorar os detalhes desse procedimento, os problemas que podem surgir e o que você precisa fazer para garantir que sua venda seja feita dentro da legalidade.

Por Que a Transferência é Essencial?

A transferência de propriedade do veículo é uma obrigação legal. De acordo com as regras estabelecidas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), tanto o vendedor quanto o comprador precisam seguir os passos corretamente. Quando a transferência do veículo não é realizada dentro do prazo estipulado, as consequências podem afetar ambos.

Para os antigos proprietários, a falta de comunicação da venda dentro de um limite de 60 dias com o Detran pode ser problemático, pois impede que a responsabilidade sobre o veículo seja devidamente atualizada, deixando o antigo proprietário responsável por eventuais multas e infrações cometidas depois da venda.

Para os compradores, a transferência feita fora do prazo legal de 30 dias pode resultar em uma infração de trânsito que inclui multas e perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Esse erro, muitas vezes simples de evitar, pode atrapalhar a vida de quem já considera o negócio fechado.

O Que Acontece Se A Transferência Não for Feita?

Quando a transferência não é completada no prazo estabelecido, os envolvidos podem enfrentar sérias consequências. Para o vendedor, embora não exista multa imediata pela falta de formalização da venda, o nome dele continuará vinculado ao carro, incluindo qualquer infração cometida após a venda, como multas e IPVA atrasado. Isso pode resultar em complicações se o novo proprietário não cumprir suas obrigações fiscais.

Já o comprador, por não efetuar a transferência, é penalizado com a infração, o que leva a quatro pontos na CNH e multa de aproximadamente R$ 130,16, caso a irregularidade não seja corrigida em tempo hábil. Além disso, o veículo ficará impossibilitado de ser licenciado ou de realizar outros processos administrativos no Detran até que a transferência seja devidamente realizada.

Como Realizar a Transferência de Forma Correta?

Para evitar problemas, os procedimentos para efetuar a transferência de forma eficiente e sem complicações estão bem definidos. O primeiro passo é fazer a comunicação de venda junto ao Detran, um processo obrigatório para formalizar que a propriedade do carro foi transferida para outra pessoa. O vendedor, independentemente de vender para alguém no mesmo estado ou em outro, deve informar o Detran sobre a transação.

Se previna para não errar de novo!
Mulher feliz com sua chave de carro – Fonte/Reprodução: original.

Depois, o comprador tem até 30 dias para realizar a transferência do veículo, tornando-se o novo proprietário legal. Essa etapa deve ser acompanhada de alguns cuidados essenciais. Primeiramente, é preciso verificar se o veículo não possui débitos ou impedimentos, como multas ou IPVA em atraso. O Detran disponibiliza um serviço online onde essas informações podem ser consultadas, usando apenas o número do Renavam ou a placa do veículo. Caso o carro tenha pendências financeiras, é fundamental que o comprador se certifique de regularizar a situação antes de seguir adiante com a transferência.

Em veículos com documentos emitidos até 31 de dezembro de 2020, o processo deve ser feito pelo Certificado de Registro de Veículo (CRV). Para carros registrados após janeiro de 2021, é possível fazer a comunicação e a transferência de maneira totalmente digital através da plataforma governamental de serviços online.

Transferência Digital: O Novo Processo 100% Online

Desde 2021, a transferência de veículos no Brasil passou a ser facilitada pela tecnologia. O processo digital elimina a necessidade de ir até um cartório para reconhecimento de firma e permite uma comunicação eficiente entre as partes de forma online. Com a assinatura digital dos envolvidos, os procedimentos podem ser realizados pela internet com muito mais praticidade, sendo totalmente legal.

O processo digital é realizado em apenas alguns passos simples:

  1. Baixe o aplicativo “Carteira Digital de Trânsito” (CDT);
  2. Faça login com sua conta do gov.br;
  3. Acesse a aba “Veículos”;
  4. Escolha o CRV do veículo que deseja transferir;
  5. Selecione a opção de “Iniciar Venda Digital”;
  6. Valide com a biometria e preencha os dados do comprador;
  7. O comprador então assina digitalmente e valida o processo;
  8. Depois que as assinaturas forem realizadas, o Detran fará a verificação e análise dos dados.

Com o processo digital concluído e as assinaturas validadas, o Detran também pede que o veículo passe por uma vistoria, garantindo que as condições do carro sejam devidamente verificadas antes de concluir a transferência.

Uma vantagem adicional do sistema online é a possibilidade de resolver tudo sem sair de casa, sem a necessidade de ir até um cartório ou enfrentar longas filas no Detran. A transferência também pode ser completada eletronicamente se o Detran do estado em questão aderir ao sistema.

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Taxas de Transferência e Formas de Pagamento

A transferência de um veículo possui custos que variam de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, as taxas de transferência, dependendo da situação do carro, podem ser entre R$ 272,27 e R$ 432,49, com a diferença sendo atribuída a um possível licenciamento em atraso. Além disso, é possível pagar as taxas por diversos meios, incluindo transferência bancária via PIX.

Ao finalizar todo o processo, o comprador receberá o novo CRV e o contrato de compra e venda, devidamente atualizados. Caso seja identificado algum erro ou fraude durante o processo de transferência, o Detran tem mecanismos para anular a transação e invalidar o processo.

E Se Eu Preferir Ir ao Detran Presencialmente?

Embora a transferência digital seja prática e eficiente, existem pessoas que ainda preferem fazer tudo presencialmente no Detran. Nos estados onde o sistema não está totalmente implementado, o processo tradicional segue sendo a única opção, que inclui o reconhecimento de firma no cartório, a vistoria do veículo e a apresentação dos documentos necessários.

Vale a pena saber que, se a venda ocorrer entre pessoas do mesmo município ou estado, o processo é mais simples. Caso o carro precise ser transferido para outro estado, há exigências adicionais que devem ser atendidas, como o pagamento de taxas locais ou a realização de vistoria.

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Foto: Fernando Calmon

Atenção aos Detalhes: A Importância de Concluir a Transferência

Deixar de realizar a transferência de veículo é mais do que uma simples formalidade, sendo uma questão legal com potencial para resultar em complicações para ambas as partes envolvidas. É fundamental que vendedor e comprador fiquem atentos aos prazos, formalizem o processo adequadamente e, sempre que possível, busquem a transferência digital para maior agilidade.

É importante também garantir que o processo seja conduzido corretamente desde o início, com o vendedor notificando a venda o mais rapidamente possível e o comprador não deixando passar o período de 30 dias para concluir o processo. Quem faz a transferência dentro do prazo estipulado evita problemas legais futuros e garante que a venda ocorra de forma limpa e sem pendências.

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Um jovem que está iniciando sua vida no mundo automobilístico, carregando uma enorme paixão sobre o assunto. Se formou no Ensino Médio e pretende se ingressar em uma faculdade. Um jovem que nos tempos vagos, se interessa em fazer atividades familiares e passar mais tempo com a família.
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